

SERTãomar
Virgem da Lapa
Coral Banzo
Quilombo do pega

Nosso contato com o Quilombo do Pega foi bem pontual, através de um ensaio com o Coral Banzo. Conduzidos até eles pelo ator, cantor e educador Luciano Silveira, acompanhamos um dos ensaios do Coral, após uma deliciosa roda de conversa.
Neste bate papo, soubemos que os moradores do Quilombo estavam em forte momento de resgate de suas práticas culturais, entre elas as canções tradicionais, que faziam parte, à época, do repertório do Coral. Mas estavam, também, buscando pesquisar um pouco mais sobre sua origem e direitos enquanto população Quilombola, não sabendo precisar informações sobre sua consolidação no território.
Segundo pesquisamos, a ocupação da região veio em função de uma grande fazenda com atividades de criação e agricultura, no final do século XVIII, com mão de obra de escravizados. Uma das moradoras mais antigas do território, Joana Leite de Souza Nascimento, bisneta de escravizados, o quilombo começou com a presença de duas famílias: Lopes e Leite.
Ouvimos durante nossa visita que o nome “Pega” veio da agilidade na fuga dos escravizados, que ao atravessar o rio ouviam os gritos de “pega, pega”. Este fato também foi confirmado por D. joana.
Com forte cunho religioso, o Quilombo do Pega tem como principais celebrações a festa de Santa Cruz, de Santana e a Folia de Reis. Hoje tem cerca de 45 famílias residindo no Território.
O encontro foi bem poético, com o encantamento trazido não só pelas vozes do Coral, mas pela poesia das canções. No final, brincamos em roda uma brincadeira tradicional da comunidade e foi muito divertido!
Fonte: https://www.cedefes.org.br/projetos_realizados-39/
http://www.quilombosdojequitinhonha.com.br/virgem-da-lapa.html
Contato/whatsapp: Márcia (33) 99826-6384
Irmandade de N. Sra. do Rosário de Virgem da Lapa

Criada em 1987 como instituição jurídica, a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Virgem da Lapa talvez se consolide como uma organização centenária. Dizemos talvez porque, durante nosso encontro descobrimos que tanto os fatos históricos, oralmente repassados entre as gerações, quanto os registros de sua existência são vagos e incertos...
No nosso encontro, realizado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário situada no bairro Alto São Vicente, onde antigamente existia um povoado chamado Morro das Palhas, fizemos uma roda de conversa com integrantes da Irmandade de diferentes faixas etárias, tendo as pessoas mais velhas cerca de 80 anos. Havia poucas pessoas jovens presentes.
Nesta escuta, ouvimos que a Festa de Nossa Senhora do Rosário já era vivenciada pelos avós destas pessoas idosas, o que, de alguma maneira, indica a antiguidade da manifestação e da coletividade negra em torno da Santa. Ouvimos também que, como era de praxe, a população negra da região não podia entrar nas igrejas, e por isso construíram a primeira Igreja de N. Sra. do Rosário no centro da cidade, para poder rezar.
Na década de 60, a referida igreja foi demolida pelo então prefeito, para coibir as práticas de dança e batuque que acompanhavam a festa afrocatólica e, diante da pressão popular, construiu uma pequena capela no Morro das Palhas.
Anos depois, um padre demoliu essa capela para construir uma igreja maior, que pudesse abrigar com mais estrutura a população negra ao longo dos anos durante a Festa.
Mas não havia, à época de nossa visita, nenhum registro documental ou pesquisa sobre essa trajetória, o que nos entristece por saber que um legado tão rico e importante corre risco de se apagar.
O encontro seguiu com um momento mágico de canto e dança, dentro da Igreja, que trouxe inspiração para a criação de uma das cenas de “SerTÃOmar”.
Para saber mais ou conhecer a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário:
Para saber mais ou conhecer a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário:
Facebook da Irmandade do Rosário
Fone/whatsapp: Crislaine (33) 98718-2651




















